quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Intervenção de Ruben de Carvalho na apresentação do Programa Eleitoral, hoje, às 18.30, no Forum Lisboa

CDU da Cidade de Lisboa

Apresentação do Programa Eleitoral

20 de Agosto de 2009

Intervenção de Ruben de Carvalho

Companheiros do Partido Ecologista «Os Verdes» e da Intervenção Democrática

Companheiros independentes que connosco dais forma à CDU

Camaradas do Partido Comunista Português

Senhoras e Senhores jornalistas

Minhas senhoras e meus senhores

Está, pois, apresentado o programa eleitoral da Coligação Democrática Unitária para a sua candidatura à Câmara e à Assembleia Municipais de Lisboa.

É, como constitui timbre e responsabilidade da CDU, um documento que resulta de um trabalho amplo e democrático, de uma análise cuidada e pautada pelo rigor, ancorada numa experiência que não apenas averba as três décadas do Poder Local democrático criado pela Revolução de Abril, mas igualmente o profundo conhecimento de Lisboa, dos seus trabalhadores, do seu povo, das suas ruas, do seu rio e do azul do seu céu construído ao longo dos mais de 80 anos da luta e vida do nosso Partido, nascido e formalmente fundado exactamente aqui, exactamente em Lisboa, em plena Baixa pombalina, pelo operariado da nossa cidade.

Este Programa que hoje vos trazemos afirma, antes de tudo o mais, uma realidade clara: a CDU está disposta, tem condições, oferece garantias para responder a todas as exigências colocadas pela governação autárquica da Cidade. Estaremos presentes em todas as condições e em todas as circunstâncias, daremos o nosso contributo da forma que o povo decidir através do seu voto, não admitimos a priori nenhuma limitação à nossa capacidade na definição dos destinos da Cidade. Fá-lo-emos exactamente como o povo decidir, para servir o povo em todas as circunstâncias, sempre baseados na força que dele nos vier – como sempre temos feito.

Os últimos anos revelaram com toda a clareza que a CDU é a força que marca a diferença na governação autárquica da Cidade. Marca na forma como exerce o poder (seja na Câmara, seja nas freguesias), marca na forma como é Oposição e aí garante a presença dos interesses da cidade e dos munícipes, marca na forma como está atenta a operações e manobras que afectam e prejudicam. É, em resumo, o fio de prumo que assinala a verticalidade que uns ignoram, outros esquecem, outros escandalosamente violam.

No que foi bem feito em Lisboa – está a mão da CDU; na advertência para os erros – e mesmo crimes – que se cometeram, está a denúncia da CDU; na intervenção para a correcção dos erros, para a defesa da legalidade, para a procura das soluções – está a mão da CDU. Estão a mão dos eleitos da CDU e do apoio popular que é a razão de ser do seu dia a dia.

Camaradas e amigos

Já é quase um lugar comum sublinhar a importância do ciclo eleitoral que agora prossegue e culminará exactamente com as eleições autárquicas.

Começámos bem!

Começámos com um excelente resultado nas eleições para o Parlamento Europeu, e um excelente resultado não apenas naquilo que os números eleitorais traduziram, mas sobretudo no que se revelou de capacidade, de determinação, de força e vontade dos comunistas e dos seus aliados e que teve expressões tão majestosas e estimulantes como a nossa marcha de 23 de Maio.

Teremos as determinantes eleições para a Assembleia da República que decidirão se Portugal continuará entregue à governação mais à direita que conhecemos desde o 25 de Abril ou se, como é indispensável, o eleitorado impõe a alternativa (e repito, a alternativa, camaradas! Alternâncias Sócrates/Ferreira Leite, dirá a exacta e feita frase – é apenas mais do mesmo!). Trabalharemos para a indispensável alternativa à desastrada governação destes anos e anos.

Mas foi Lisboa que hoje aqui nos trouxe.

O nosso Programa está nas vossas mãos e nas vossas vozes – há que prosseguir agora o trabalho que sempre e tão bem sabemos fazer: levá-lo ao povo.

Entretanto, camaradas e amigos, permitam-me que chame a vossa atenção para alguns aspectos que concedem ao período que se abre com as próximas eleições um significado e uma importância muito particulares.

As eleições na capital têm, por esse próprio facto, tal como pela expressão demográfica e económica de Lisboa e da Área Metropolitana, uma especial importância.

Mas julgo indispensável sublinhar que no centro da vida económica e política nacional se encontram hoje questões e realidades directamente ligadas com a Cidade: refiro-me, camaradas e amigos, entre outros, nomeadamente aos projectos do novo aeroporto, do TGV e da terceira travessia do Tejo. Aliás, se António Sérgio, de quem tantas vezes justamente discordámos, hoje voltasse, diria – e se calhar agora com razão… - que as classes dominantes portuguesas não conseguem abandonar a fatal política do transporte – em que Portugal apenas é marinheiro…

Cada uma das questões citadas tem problemas, implicações, significados próprios e específicos, mas, em comum, têm igualmente um facto: todos eles afectarão estrutural e fundamentalmente as características, a identidade, a realidade económica, urbanística, social e cultural de Lisboa.

Julgo, camaradas e amigos, que concordareis na indispensabilidade de prosseguirmos o trabalho que, a vários níveis, o PCP tem desenvolvido no sentido de aprofundar, compreender e intervir no que se configura como intervenções estruturais com implicações em toda a área metropolitana de Lisboa e do vale do Tejo, portanto inevitavelmente implicações a nível nacional.

Não podemos separar operações que envolvem a margem sul do Tejo (o «arco ribeirinho sul», a situação do Arsenal do Alfeite, os terrenos da Margueira e da Quimigal, as ensejadas tinfra-estruturas no Poceirão, o terminal cerealífero da Trafaria, a eterna questão da Golada), para não falar da magna questão do aeroporto de Alcochete (o tal do «jamé»…), com as questões de ligações pesadas (TGV, terceira travessia) e intervenções em Lisboa como as da frente ribeirinha, do terminal de contentores de Alcântara, de rede ferroviária em Lisboa e nó de Alcântara, etc.

Estamos, a meu ver, face a um projecto de grandes dimensões envolvendo os mais poderosos interesses económicos nacionais - e não só, já se vê, o capital estrangeiro não deve andar longe… – de que os governos das últimas décadas têm sido fieis serventuários e onde o desvelo de José Sócrates se excedeu em quantidade – e falta de qualidade…

Este quadro, camaradas e amigos, para além de uma atenção muito especial, torna evidente que a defesa dos interesses do País e das populações envolve desde logo dois aspectos:

- uma coordenação e um diálogo intensos entre os municípios e autarquias da Área Metropolitana de Lisboa e, em particular, da zona ribeirinha;

- por outro lado, uma atenção muito especial à Câmara de Lisboa.

O que aconteceu nos últimos dois anos de mandato de António Costa serviu já para demonstrar o que pode significar um governo da autarquia de Lisboa, da maior autarquia do País, em estreita cooperação e cumplicidade com a política dos grandes interesses económicos em geral e as suas expressões governativas em particular.

Camaradas e amigos

Como tínhamos previsto com toda a clareza, o PS e António Costa (para além do despudor habitual de colocarem os recursos da Câmara ao serviço da sua campanha, como é o aberrante e escandaloso caso da animação do Parque Mayer, rábula de revista de que nem os nossos melhores revisteiros se lembrariam!...), fez da revisão do PDM um eixo da sua acção eleitoralista.

É indispensável, camaradas e amigos, reter sobre esta situação três factos:

- primeiro, avançou-se num consumar de planos parcelares que desde já condicionam o PDM que irá ser feito. Não foi por o carro à frente dos bois: foi por os interesses dos donos dos carros, dos bois e dos terrenos à frente de tudo…

- segundo, o critério base que enforma o PDM é o do valor do solo; em termos mais comezinhos, a especulação imobiliária. O que na terminologia do Vereador Manuel Salgado se designa por «áreas de oportunidade» e determinam planeamentos e definições urbanísticas não visam a criação de riqueza proveniente do trabalho ou do investimento, mas essencialmente a valorização da propriedade do solo e a sua exploração. O PDM e a sua preparação não curam de áreas de desenvolvimento susceptíveis de criarem clusters produtivos em áreas compatíveis com a evolução urbana de Lisboa (vejam-se os casos de Marvila, da Boavista, da concentração de equipamentos hospitalares na Bela Vista ou as perspectivas relativamente à Portela), mas tão só – a construção! Pôr o solo a produzir renda, não pôr o solo a produzir riqueza; a primeira é especulação imobiliária em benefício do proprietário, a segunda só é possível quando sobre o solo se coloca o Homem a trabalhar e a produzir – e é em benefício de todos.

- terceiro, para além de discussões (ainda por cima meio manhosas) sobre a altura do tabuleiro da TTT ou sobre o jardim da Liscont na gare de Alcântara, estes dois anos foram marcados pelo mais mimoso entendimento entre a Câmara de Lisboa de António Costa e o governo de José Sócrates. As frentes ribeirinhas, o Terreiro do Paço, os museus, a comemorável república – e o mais que não sabemos, mas advínhamos…

Isto, camaradas e amigos, tem de servir de severo aviso a todos nós, a Lisboa, aos lisboetas: Lisboa precisa de uma Câmara e não de uma repartição do Governo, Lisboa precisa de um Presidente e de Vereadores na mais legítima e nobre tradição do nosso municipalismo e não de funcionários que nunca foram do Rei e agora não podem ser do primeiro-ministro.

Camaradas e amigos

Muito mais haveria a dizer-vos sobre Lisboa, as suas necessidades, as suas carências, as necessidades da reabilitação urbana e do espaço público, a melhoria dos transportes públicos, os problemas de segurança, a abordagem séria da situação dos bairros sociais, o tratamento honesto do universo empresarial municipal, a reconstrução da dignidade e condições dos trabalhadores da Câmara, bem precioso desta Cidade. Disso falamos no documento programático que hoje apresentamos.

Ele poder-se-á tornar realidade se dele fizermos uma realidade no conhecimento, na consciência, na vontade de quantos irão exercer o cívico e democrático direito de votar.

Temos todos este orgulho profundo duma Cidade que é nossa, temos todos o desgosto de vermos como, anos e anos – e de que forma nestes derradeiros oito anos! – ela se degrada, empobrece – e empobrece não apenas do dinheiro, que por aí continua a haver, mas das pessoas que a abandonam.

Há mais de quinhentos anos, um poeta tão apaixonado por estas colinas como nós, Garcia de Resende, escrevia:

Lisboa vimos crescer

em povos e em grandeza

e muito se enobrecer

em edifícios e riqueza

em armas e em poder.

Porto e trato, não há tal.

A terra não tem igual

Nas frutas e nos mantimentos.

Governo, bons regimentos

Lhe falece, e não al.

É para isso que vamos à luta: bons regimentos, bons planeamentos, bons governos – passar a haver porque os vamos eleger, porque Lisboa irá eleger os candidatos da CDU!

Muito obrigado.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Lista de candidatos da CDU à Assembleia Municipal de Lisboa

Efectivos

1 António Modesto Fernandes Navarro, Escritor, PCP, 67 anos.

2 Deolinda Carvalho Machado, Professora, IND, 52 anos.

3 José Luís Teixeira Ferreira, Jurista, PEV, 46.

4 Francisco David Carvalho da Silva Dias, Arquitecto, IND, 79.

5 Rita da Conceição Carraça Magrinho, Professora, PCP, 61.

6 Carlos Fernando Moreira Carvalho, Engenheiro, PCP, 63.

7 José Luís Sobreda Antunes, Bibliotecário, PEV, 57.

8 Ana Maria Lopes Figueiredo Páscoa Baptista, Professora, PCP, 58.

9 Levy Casimiro Baptista, Advogado, ID, 74.

10 José Manuel de Paiva Jara, Médico, PCP, 60.

11 Cecília da Conceição Simões Sales, Técnica de Aviação, PCP, 68.

12 Romão da Conceição Batuca Lavadinho, Sociólogo, PCP, 68.

13 Filipe Manuel Rua, Electromecânico, PCP, 43.

14 Maria Teresa Henriques Feira Ricardo de Almeida, Func. Pública, PCP, 46.

15 Feliciano Marques Martins da Cruz David, Engenheiro, PCP, 75.

16 Vasco José Saragoça Coelho, Estudante, JCP, 25.

17 Ana Amélia Ferreira Pires, Func. Pública, PCP, 22.

18 Carlos José Pereira da Silva Santos, Médico, PCP, 56.

19 João Carlos de Sousa Pereira, Designer/Decorador, PCP, 41.

20 Maria Margarida Godinho Passinhas, Profissional de Seguros, PCP, 58.

21 Fernando Manuel Soares Pereira, IND, 49.

22 Rodolfo José Caseiro, Empregado de Hotelaria, PCP, 63.

23 Maria Cândida Figueira Damas, Socióloga, PCP, 55.

24 João Gordo Martins, Consultor, PEV, 38.

25 Afonso Henrique Peixoto de Almeida Barreto, Mecânico de máquinas, PCP, 58.

26 Glória Maria Marreiros da Cunha, Escritora, PCP, 80.

27 António Maria da Silva Freire, Bancário, IND, 60.

28 Joaquim António Rosando Baltazar, Empregado de Escritório, IND, 57.

29 Maria Manuela Santos Pontes Sousa, Farmacêutica, PCP, 61.

30 António Fernando da Silveira Machado, Gestor, PCP, 62.

31 José Manuel Afonso Possidónio, Arquitecto, PCP, 47.

32 Anabela de Oliveira Vogado, Socióloga, PCP, 37.

33 Fernando Manuel Rodrigues Bárbara, Empregado, PCP, 48.

34 Carlos António de Pina Lagos, Técnico de Engenharia, PCP, 68.

35 Miquelina da Conceição Almeida, Secretária, PCP, 69.

36 André de Jesus Pereira Rosado Janeco, Investigador, JCP, 23.

37 Pedro Manuel de Carvalho Lago, PCP, 56.

38 Emília Cristina Antunes Serra, Consultora, PEV, 37.

39 Eduardo Mário Sousa Pereira, Médico, PCP, 61.

40 António Alberto Pereira da Silva Rolim, Aposentado, PCP, 66.

41 Cecília Grácio Rosado Ferreira Ribeiro, Assistente Social, PCP, 57.

42 Carlos Alberto Simões Ramos, Taxista, PCP, 60.

43 Teresa Maria dos Reis Roque, Secretária de Direcção, PCP, 44.

44 Manuel Filipe Violante Jorge , Técnico de Peças Auto, PCP, 53.

45 Maria da Graça Barata Niny Mexia, Médica, PCP, 71.

46 Constança Maria Pereira Alves, Editor/Revisor, PCP, 31.

47 José Manuel Pereira e Silva Labareda, Médico, PCP, 56.

48 Celina Maria Barreiros Pereira Leal Pereira, Comerciante, PCP, 53.

49 Ana Paula dos Santos Mascarenhas Xavier, Secretária, PCP, 54.

50 Arnaldo Paulo Antunes Leal, Vigilante, PCP, 54.

51 Anna Nemcova de Almeida, Tradutora, PCP, 52.

52 Ana Maria de Oliveira Sousa Ferreira de Sousa Dias, Secretária de Administração, PCP, 63.

53 João Jorge Duarte, Professor Universitário, PCP, 56.

54 Tiago José Ferreira Lapa da Silva, Sociólogo, PCP, 30.

Suplentes

55 Maria dos Anjos Dias Pais, Empregada Escritório, PCP, 56.

56 Cristina Maria Soares da Cunha, Educadora de Infância, PCP, 41.

57 José Fontan Forte da Silva, Professor, PCP, 58.

58 Cláudia Alexandra de Sousa e Catarino Madeira, Consultora, PEV, 29.

59 Rosa Maria Chaveiro Honrado Carvalho Calado, Professora, PCP, 59.

60 Pedro Manuel Botelho Duarte Silva, Técnico Tráfego Aéreo, PCP, 63.

61 Maria Isaura Martins da Silva, Gerente Comercial, PCP, 67.

62 Maria Manuela Pires Antunes Pinheiro, Administrativa, PCP, 61.

63 Aquino José Mário de Noronha, Tripulante de cabine, PCP, 63.

64 Fernanda Martins Guilherme, Funcionária Pública, PCP, 46.

65 Glória Monteiro, Reformada, PCP, 60.

66 Pedro Filipe Chaveiro Lopes Galego, Funcionário Público, PCP, 32.

67 Maria da Graça Batista Guedes, Técnica Superior Adm. Pública, PCP, 65.

68 Francisco António Pedrogam Corrula, Serralheiro Civil, PCP, 62.

69 Elsa Margarida Manteigas Pedro, Economista, PCP, 41.

70 Rui Jorge Monteiro da Costa, Vendedor Comercial, PCP, 53.

71 Maria Emília Marques, Empregada Escritório, PCP, 59.

72 Ana Filipa Nunes Lopes, Gráfica, PCP, 37.

73 Nuno Gonçalo Rodrigues, Administrativo, PCP, 34.

74 Leonor Ramalho do Sacramento, Governanta de Andares, PCP, 61.

75 Marina Sara Ferreira Barata Pedroso de Almeida, Professora, PCP, 70.

76 Sérgio Filipe Martins da Silva, Advogado, PCP, 34.

77 Maria Elvira de Oliveira Palhinhas, Economista, PCP, 66.

78 Isabel Maria Laureano Varão, aposentada, PCP, 57.

79 Avelino dos Prazeres Ferreira, Reformado, PCP, 61.

80 Rosa Oliveira Sampaio Guerreiro, Professora, PCP, 50.

81 Ana Maria Pinto Custódio, Professora, PCP, 51.

82 José Augusto da Silva, Reformado, PCP, 60.

83 Ana Paula Pedroso Botica, Funcionária Pública, PCP, 45.

84 Mário Moutinho de Pádua, Médico, PCP, 73.

85 Rui Pedro Candeias Jacinto, Investigador em História, PCP, 31.

86 Maria Manuela Nunes Prates, Operária Têxtil, PCP, 57.

87 José Maria da Costa Fernandes, Músico-Instrumentista, PCP, 69.

88 José Eduardo da Silva Marques, Economista, PCP, 57.

89 Leonor Carneiro Santa-Rita, Bibliotecária, PCP, 67.

90 José Nascimento Lopes, Livreiro, PCP, 57.

91 Pedro Duarte de Almeida Figueiredo Moreira Penilo, Artista plástico, PCP, 45.

92 Sílvia Maria Ferreira Sepúlveda, Professora, PEV, 36.

93 Pedro Eduardo dos Santos Franco, Técnico de Manutenção, PCP, 61.

94 Joaquim Nelhas Ângelo, Profissional de Seguros, PCP, 65.

95 José António Teixeira Araújo, Reformado, PCP, 66.

96 Júlia Maria Pereira Benido, Socióloga, PEV, 36.

97 Ricardo Palácios Tomás Moniz Rebelo, Estudante, PEV, 21.

98 Luís Nuno Pinheiro d' Azevedo, Advogado, ID, 85.

Lista dos candidatos da CDU para a CML

Efectivos

1 Ruben Luis Tristão de Carvalho e Silva, Jornalista, PCP, 65 anos.

2 Miguel Tiago Crispim Rosado, Geólogo, PCP, 29 anos.

3 Ana Bela da Fonseca Pereira Dinis, Socióloga, PCP, 55.

4 Carlos Artur Ferreira Moura, Engº Ambiente, PCP, 41.

5 Manuel Batista Figueiredo, Economista, PCP, 53.

6 Inês Cristina Quintas Zuber Bolseira, PCP, 29.

7 Tiago Mota Saraiva, Arquitecto, PCP, 32.

8 Cláudia Alexandra de Sousa e Catarino Madeira, Consultora, PEV, 29.

9 Libério Violante Domingues, Mestre Operário, PCP, 51.

10 Paulo Alexandre da Silva Quaresma, Professor, PCP, 36.

11 Maria Estrela Lima Novais de Araújo, Actriz, PCP, 56.

12 Manuel Alberto da Silva Verdugo, Jurista, PCP, 56.

13 António Filipe Macedo e Brito Cartaxo, Professor Universitário, IND, 75.

14 Joana Silva Figueiredo, Estudante, PCP, 20.

15 Rui Manuel Subtil Rodrigues de Abreu, Arquitecto, PEV, 29.

16 António Juvenal Gonçalves, Gerente Comercial, ID, 72.

17 Paula Cristina Marques Granja, Técnica de Educação, IND, 43.


Suplentes

18 Alcides Manuel Pacheco da Rocha Teles, Assistente Técnico, PCP, 39.

19 Rui Pedro Lima Pinto Ribeiro Albuquerque, Professor Universitário, PCP, 30

20 Ana Vanessa Teixeira Rodrigues, Conservadora de Restauro, PCP , 33.

21 Nuno Filipe dos Santos Porfírio, Arquitecto, PCP, 30.

22 Alberto Lopes Grijó, Técnico de Farmácia, PCP, 62.

23 Luísa Henriqueta Peguinho Alves, Operadora Supermercado, PCP , 40.

24 Frederico José da Silva da Gama Carvalho, Engenheiro, PCP, 73.

25 José Henrique Batista Gascon, Porteiro/Vigilante, PCP, 52.

26 Maria Celeste Antunes Soeiro, Costureira, PCP, 57.

27 Jorge Manuel Fernandes Rodrigues, Carteiro, PEV, 35.

28 Rogério Borges Pereira Mota, Professor, PCP, 59.

29 Leonor Ramalho do Sacramento, Governanta de Andares, PCP, 61.

30 Nuno Gonçalo Rodrigues, Administrativo, PCP, 34.

31 Vítor Manuel de Carvalho Neves, Bancário, PCP, 64.

32 Helena Luz de Moura Professora, Reformada, PEV, 61.

33 Bernardino Barbas Pires, Advogado, PCP, 72.

34 Ricardo de Carvalho Varela, Téc. Formação Parental, PCP, 30 anos.

domingo, 9 de agosto de 2009

Juntas de Freguesia são melhores a encontrar soluções e a rentabilizar meios. Por isso, a CDU é pela descentralização

Notícia inserida no 'Público' de hoje:

CDU quer reforço das juntas de freguesia

09.08.2009

O cabeça de lista da CDU à Câmara de Lisboa nas próximas autárquicas, Ruben de Carvalho, defendeu ontem um reforço das competências das juntas de freguesia através da descentralização dos poderes da autarquia, de forma a melhor resolver os problemas das populações.
"A experiência demonstra que os meios postos nas juntas de freguesia são, de uma maneira geral, de uma rentabilidade muito grande por causa da proximidade e do conhecimento das prioridades e, por outro lado, conhecendo também as populações, a junta de freguesia tem muito mais capacidade para potenciar a ajuda das populações em encontrar soluções", defendeu o recandidato a vereador. Ruben de Carvalho, que falava após uma visita pelo Bairro 2 de Maio, em Lisboa, considerou que nos últimos oito anos "tudo tem piorado no que diz respeito às descentralizações para as juntas de freguesia". Por isso, o candidato comunista entende que deve haver um reforço das competências destes órgãos executivos.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Prof. Manuel Gusmão é mandatário da CDU em Lisboa


Professor Universitário e poeta

Manuel Gusmão

mandatário da Candidatura

da CDU em Lisboa

A CDU tem a honra de apresentar à opinião pública o seu mandatário para as eleições autárquicas na Cidade e Município de Lisboa.

Uma personalidade de grande prestígio intelectual, ensaísta, crítico e poeta, Manuel Gusmão licenciou-se em Filologia Românica pela Universidade de Lisboa (1970), com uma tese sobre o Fausto de Pessoa, publicada em 1986, e doutorou-se em Literatura Francesa, com uma tese sobre a poética de Francis Ponge (1987), ainda inédita.

Anexo

Biografia de Manuel Gusmão

___________________________________________

Biografia

Manuel Mendes Nobre Gusmão

Nasceu em Évora em 1945.

Licenciou-se em Filologia Românica pela Universidade de Lisboa.

Poeta, ensaísta, tradutor e Professor Universitário: catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, desenvolvendo trabalho nas áreas da Literatura Portuguesa, Literatura Francesa e Teoria da Literatura.

Foram-lhe atribuídos vários prémios: Prémio de Poesia de 2002 Luís Miguel Nava (referente a 2001) pela obra Teatros do Mundo (júri: Helena Buescu); Prémio D. Diniz, da Fundação Casa de Mateus (2002), Prémio Virgílio Ferreira, da Universidade de Évora (2005).

É coordenador editorial da Revista «Vértice».

Foi deputado à Assembleia Constituinte, pelo PCP.

É membro do CC do PCP.

É membro da Direcção do Sector Intelectual da ORL do PCP.

Ler mais aqui (Centro de Documentação de Autores Portugueses, no ‘site’ da Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas):

http://www.dglb.pt/sites/DGLB/Português/autores/Paginas/PesquisaAutores1.aspx?AutorId=6683

Lisboa, 7 de Agosto de 2009


PCP na Assembleia Municipal pede explicações sobre a EMEL


EMEL

GRUPO MUNICIPAL DO PCP PEDE EXPLICAÇÕES

O Grupo Municipal do PCP apresentou um requerimento para obter respostas sobre as seguintes questões:

O Grupo Municipal do PCP apresentou à Mesa da Assembleia Municipal de Lisboa, ontem, dia 6 de Agosto, o Requerimento n.º 0011/GPCPAML/2009, no sentido de serem providenciadas respostas por parte da Câmara Municipal de Lisboa em relação às seguintes matérias:

Arbitrariedade

A EMEL tentou instalar arbitrariamente um sistema de tarifação do estacionamento abrangendo moradores e comerciantes do Bairro de Campo de Ourique, para além dos visitantes do bairro, nomeadamente na Rua Saraiva de Carvalho, zona envolvente do Jardim da Parada e na Rua Ferreira Borges.

Este intento foi abandonado pela EMEL, no que aos moradores e comerciantes concerne, durante reuniões realizadas durante o mês de Julho entre a EMEL e residentes e comerciantes de Campo de Ourique.

O PCP TEM DÚVIDAS QUANTO À LEGALIDADE DA ACÇÃO DA EMEL

A actuação da EMEL em Campo de Ourique, e quiçá, pensada para outras zonas da Cidade de Lisboa, não foi precedida da aprovação de um regulamento específico em sede de Câmara Municipal de Lisboa, a submeter à Assembleia Municipal de Lisboa, o que para além de constituir uma prática democrática saudável, constituiria também o respeito pelo cumprimento das competências da Assembleia Municipal em aprovar as posturas e regulamentos do município com eficácia externa, tal como foi sempre prática nestas matérias.

Por outro lado, a Câmara Municipal de Lisboa, aprovou, com os votos contra do PCP, a Proposta n.º 1337/2008, em 7 de Janeiro de 2009, ou seja, uma alteração aos estatutos da EMEL, sem que tal alteração tenha sido submetida à Assembleia Municipal de Lisboa, como, na opinião do PCP, deveria ter sido, em cumprimento das atribuições e competências legais da Assembleia Municipal.

O PREJUÍZO É ENDOSSADO AOS LISBOETAS

A fuga ao debate e à fiscalização por parte da Assembleia Municipal de Lisboa das medidas da Câmara Municipal de Lisboa, não significa apenas uma fuga ao debate democrático e ao cumprimento da legalidade. Tem consequências directas na vida dos lisboetas, como o comprovaram os moradores e comerciantes de Campo de Ourique, que se não tivessem protestado com determinação, hoje estariam a pagar injustamente para poderem estacionar no seu bairro, mas que ainda se confrontam com a intenção da EMEL de colocar em funcionamento a partir do próximo dia 1 de Setembro um sistema de tarifação do estacionamento numa zona limitada de Campo de Ourique, quando o que interessa à população dessa zona de Lisboa é a reorganização da circulação e do estacionamento em toda essa área da cidade, de forma planeada e considerando os legítimos interesses de quem aí vive e trabalha.

Assembleia Municipal de Lisboa, em 7 de Agosto de 2009

O Grupo Municipal do PCP

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Ciclovias em Carnide com eleitoralismo à mistura

Em causa as obras de um troço de ciclovia em Carnide

Pressa derivada do calendário eleitoral

Câmara mais uma vez atropela direitos dos moradores

A Junta de Freguesia, perante tanta reclamação de moradores e constatando no terreno a irregularidade da situação, interpõe providência cautelar contra obra da CML

A CDU não calará a indignação das populações em vários pontos da Cidade motivada pelos atropelos e falta de diálogo da Câmara / Sá Fernandes na sua pressa eleitoralista de anunciar obra e pôr máquinas na rua a qualquer preço.

Em causa estão, neste caso, as obras de um troço de ciclovia que Sá Fernandes mandou iniciar à pressa e sem a devida preparação nem diálogo na Rua do Seminário e na Rua Fernando Namora, há quase uma semana.

A falta de respeito da CML pelos moradores e pela JF de Carnide leva a que os moradores se venham queixando desde há vários dias dos incómodos desmesurados nesta área.

A CDU manifesta a mais viva indignação por mais esta situação.

Lisboa, 5 de Agosto de 2009